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Estudo da Anapar aponta vantagem de fundos de pensão em relação à previdência aberta

29/9/2017 - ANAPAR


Portar da HP Prev para um PGBL é perder dinheiro, segundo o estudo da ANAPAR

Com custeio de administração menor, os planos de fundos de pensão permitem aos seus participantes acumular reserva financeira maior e benefício mais alto do que se contribuíssem para planos equivalentes de previdência privada vendidos por bancos e seguradoras. Esta é a conclusão de um estudo publicado pela Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar). De acordo com a pesquisa, um plano de fundo de pensão cujas condições representam a média do setor pode gerar um acúmulo 57% maior e um benefício vitalício até 238% mais alto em comparação a três planos de previdência privada aberta de três dos maiores bancos do país.

O levantamento da Anapar constatou que os planos dos fundos de pensão acumulam em média 6% a mais que os planos de previdência privada. Dessa forma, em 35 anos de contribuição, o participante de plano de previdência complementar consegue acumular 34,4% a mais que o cliente de seguradoras privadas em período igual. O percentual é 57,2% maior que os planos de previdência aberta quando o cálculo é feito com 49 anos de contribuição. “A diferença está exatamente na constituição de uma entidade fechada, que é estabelecida sob a forma de um fundo de pensão, sem fins lucrativos, e de uma entidade aberta, estabelecida por uma Sociedade Anônima. Naturalmente, a empresa que trabalha sem visar lucro terá um custo de operação menor e como estamos tratando de uma relação de longuíssimo prazo, essa diferença no custo faz toda a diferença”, explica Luiz Felippe Fonseca, consultor responsável pelo estudo da Anapar, em comunicado.

A análise levou em consideração os modelos de custeio, o potencial de acumulação e as condições de conversão dos valores acumulados em benefícios vitalícios. As simulações foram feitas com aportes mensais de R$ 500, utilizando a mesma tábua de mortalidade e igual rentabilidade no período de capitalização para a comparação entre os quatros planos. A Anapar usou ainda como referência a taxa de juros de retorno dos investimentos no período de capitalização definida em 5% ao ano, descontada a inflação. Em todos os casos, a associação utilizou o mesmo perfil etário para o participante e um dependente vitalício quatro anos mais jovem, para a conversão do benefício em pensão vitalícia. Foi constatado que a média das taxas de carregamento (cobrada sobre a contribuição mensal) dos planos é de 4% e a de administração (descontada diariamente ou mensalmente a depender do plano e reflete em percentual sobre o patrimônio) de 0,20%.

“Normalmente, a taxa de carregamento é maior na previdência privada. Como a previdência fechada é administrada por entidades sem fins lucrativos, a taxa de carregamento normalmente é suficiente para cobrir os custos de administração. No longo prazo, ela traz menos impacto pois é cobrada apenas sobre a contribuição mensal e não sobre o montante acumulado”, explica Luiz Felippe Fonseca, consultor responsável pelo estudo da Anapar, em comunicado. Os fundos de previdência aberta têm na cobrança da taxa de administração uma fonte de lucro para a seguradora. O fundo de pensão do estudo, por exemplo, não cobra. “As entidades abertas, por visarem o lucro e terem que remunerar os acionistas, normalmente preferem trabalhar com a taxa de administração, que incide sobre o montante dos recursos acumulados. Assim, quanto maior o patrimônio acumulado, maior o valor destinado aos bancos e seguradoras por meio da taxa de administração. Isto faz uma grande diferença no longo prazo”, diz Fonseca


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